3 Motivos para você não se orgulhar da sua “Barriga de chop”

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Muitas vezes tentamos “mascarar” ou suavizar algo que nos desagrade tratando do assunto em tom jocoso, com brincadeiras e afirmações levianas que nos distraem do foco da questão. Com relação a essa teimosa barriga que insiste em crescer, deformando nossa aparência e passando uma imagem de ociosidade, ouvimos repetidamente que “isso não é barriga.. é experiência acumulada” ou “isso é resultado de muitohalterocopismo”ou pior ainda “isso não é barriga…. é calo sexual”!

Brincadeiras à parte veja 3 motivos para você não se orgulhar da sua “barriga de chop”:

1 – Saúde é coisa séria

Quando nos descuidamos da atividade física diária, deixando de fazer caminhadas, corridas, andar de bicicleta ou praticar algum esporte, ou então relaxamos com nossa alimentação, ingerindo muitos alimentos gordurosos, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas em excesso e etc., vemos surgir gradativa e inexoravelmente aquela protuberância tão característica quanto desconfortável, que deforma o contorno corporal, a famosa “barriga de chop”. Isso ocorre muito mais nos homens que nas mulheres. Elas costumam acumular mais facilmente a gordura nos quadris enquanto que nos homens esse acúmulo é mais presente na região abdominal. Isso não tem graça nenhuma e é um fator preocupante que pode ser sintoma de problemas graves:

2 – Obesidade visceral

Essa barriga aparentemente inocente, essa “barriga de chop”, pode ser sintoma de uma doença séria: a obesidade visceral.

Apresentar certo nível de gordura visceral é bom e necessário, pois ela protege os órgãos do aparelho digestivo. Mas quando ela alcança níveis elevados e deixa de se localizar somente na região subcutânea e passa a se mostrar presente nos órgãos internos como intestinos, estômago e, principalmente, no fígado, passamos a ter obesidade visceral. A obesidade visceral mascara doenças metabólicas e é responsável por altas taxas de mortalidade entre os homens, porque é o tipo de excesso de peso que aumenta as chances de problemas cardíacos.

3 – Doenças metabólicas

O acúmulo de gordura visceral pode causar outras doenças metabólicas como colesterol e triglicerídeos altos, diabetes, problemas respiratórios, hipertensão arterial e esteatose hepática, que multiplicam o risco de derrames, infarto e outras causas de mortalidade.

Como avaliar o risco?

Como sempre recomendamos, para saber se está tudo bem com você basta visitar regularmente seu médico. A orientação profissional qualificada é insubstituível, mas há meios de você saber se já passou da hora de marcar aquela consulta tão adiada:

Olhe-se no espelho

Como está seu contorno corporal? Você percebe alguma coisa “fora do lugar”? Seu aspecto geral é o de uma pessoa saudável, bem disposta e equilibrada? Você dorme bem? Sente cansaço com freqüência? Observe-se, seja honesto consigo mesmo.

Avalie seus hábitos

Você pratica atividades físicas regularmente? Está bem ativo ou com tendência à inércia e ao sedentarismo? Sua alimentação é boa, com muitos legumes e vegetais, sem gorduras em excesso?

Use a coragem e tire suas medidas

Não vamos falar aqui de obesidade mórbida ou de outras condições muito óbvias, vamos pensar naquela barriguinha começando a aparecer; você sabe como verificar se ela já mostra um excesso? É simples: pegue uma fita métrica e meça a circunferência de seu abdômen, para homens o limite é 102 cm e para mulheres 88 cm. Se você mediu e encontrou valores próximos disso, ou até superiores, não hesite, vá já ao médico para uma avaliação adequada.

Agora você conhece os motivos para não se orgulhar de sua “barriga de chop”.

Gostou de nosso post ou tem alguma experiência pessoal a relatar? Deixe sua opinião nos comentários.

Renar Francioni Pacheco
Renar Francioni Pacheco
Farmacêutico Bioquímico.

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