O papel da depressão na disfunção sexual

Depressão e disfunção sexual

Atualmente, a depressão é a principal causa de incapacitação no mundo, e sua causa ainda não é totalmente conhecida, mas fatores genéticos e ambientais contribuem para seu aparecimento.

A hereditariedade explica cerca de metade da etiologia (menos na depressão de início tardio). Dessa forma, a depressão é mais comum entre parentes de 1º grau de pacientes deprimidos, e a concordância entre gêmeos idênticos é alta. Além disso, os fatores genéticos provavelmente influenciam o desenvolvimento de respostas depressivas a eventos adversos.

Outras teorias se concentram nas alterações dos níveis dos neurotransmissores, como desregulação dos neurotransmissores colinérgicos, catecolaminérgicos (noradrenérgicos e dopaminérgicos), glutamatérgicos e serotoninérgicos (5-hidroxitriptamina). A desregulação neuroendócrina pode ser um fator, com ênfase particular em 3 eixos: hipotálamo-hipófise-adrenal, hipotálamo-hipófise-tireoide e hormônio do crescimento.

Fatores psicossociais também parecem estar envolvidos. Estressores vitais importantes, em especial separações e perdas, comumente precedem episódios de depressão maior; entretanto, tais eventos não causam, em geral, depressão grave e duradoura, exceto em pessoas predispostas a um transtorno do humor.

Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Alguns dos indícios da doença são: ansiedade, alterações do apetite, de peso e do sono, dor crônica, agitação ou lentificação motora, fadiga ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou de culpa, dificuldade de concentração e de tomar decisões, disfunções sexuais, e nos casos mais graves, pensamentos de morte e ideação suicida.

Os principais representantes dessa síndrome são o transtorno depressivo maior (TDM) e o transtorno depressivo persistente (distimia), sendo o TDM responsável por acometer 4,4% da população mundial em 2015, segundo a Organização Mundial de Saúde.

O TDM é caracterizado quando sentimos 5 ou mais dos seguintes sintomas abaixo, sendo obrigatório a presença de 1 ou mais sintomas fundamentais, por no mínimo duas semanas.

Já a distimia é uma forma crônica de depressão, porém menos grave que o TDM. Normalmente, os sentimentos característicos da depressão são sentidos aqui, porém não fortes o suficiente para incapacitar o indivíduo. Na maioria dos casos, existe um subdiagnóstico dessa patologia, e os acometidos por essa patologia são taxados como rabugentos, anti-sociais e irritados.

Entre os diferentes impactos negativos gerados por esses transtornos, a atividade sexual é uma que se destaca entre eles. Apesar da ausência de consenso, alguns estudos estimam que 35% a 47% dos pacientes deprimidos possuem disfunção sexual, o que corrobora a presença recorrente dessas queixas na prática clínica diária.

É observado impotência sexual (dificuldade de ter ou manter ereção), ejaculação precoce e baixa libido sexual como os principais sintomas da disfunção sexual quando relacionada a TDM e distimia.

Transtorno Depressivo Maior e Transtorno Depressivo Persistente na Disfunção sexual

Conforme evidenciado em vários estudos, há uma relação bidirecional importante entre disfunção sexual e depressão. Estima-se que 65% dos pacientes homens com Transtorno Depressivo Maior (TDM) e Transtorno Depressivo Persistente (distimia) apresentem alguma disfunção sexual.

Perda de interesse sexual e redução da atividade sexual é o mais observado nesse quadro. Existem teorias que isso possa estar relacionado com sinais de baixa autoestima, sentimento e medo de fracasso sexual (por isso prefere a não tentativa), e a apatia provocada pela depressão.

É importante salientar que o sexo é um exercício, e como tal, quanto menos se pratica, menos eficiente se fica. Dessa forma, acompanhado com a diminuição nas relações sexuais, temos a impotência sexual e a ejaculação precoce como resultados.

Em um mundo hipersexualizado, onde as imagens pornográficas mais extremas estão disponíveis com uma simples conexão à Internet, é interessante buscar opções românticas com sua parceira sem a intenção da atividade sexual ser o alvo final dessa ação. Apenas converse com quem você goste, e voltem a se tocar, segurar as mãos, elogiar, e principalmente, estar disponível para a relação.

Parte do tratamento da disfunção sexual em pacientes depressivos, passa por estratégias de combate a depressão, com medicamentos antidepressivos e psicoterapia, bem como a utilização de estimulantes sexuais que possam levar o paciente em direção a novas tentativas.

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Referências

  1. ATLANTIS E , Sullivan T . Bidirectional association between depression and sexual dysfunction: A systematic review and meta-analysis . J Sex Med . 2012 ; 9 ( 6 ): 1497 – 507
  2. GONÇALVES, et al. Função e disfunção sexual na depressão: uma revisão sistemática. J. bras. psiquiatr. vol.68 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 2019 Epub Aug 26, 2019

 

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