Atividade física no tratamento da Disfunção Erétil

Atividade física e Disfunção Erétil

A disfunção sexual (DS) é caracterizada por distúrbios no desejo sexual, podendo estar associada a alterações psíquicas (ansiedade, depressão…) e físicas (obesidade, nível elevado de colesterol, diabetes…), sendo os tipos mais comuns a Disfunção Erétil (DE) e a ejaculação precoce (EP).

A DE, antigamente chamada de impotência sexual, é definida como a dificuldade de manter a ereção peniana, em pelo menos 50% das tentativas, por tempo suficiente para permitir a penetração vaginal e a satisfação sexual. Já, a ejaculação precoce, conhecida como a DS mais frequente, é definida como a obtenção do orgasmo antes ou logo após a penetração e antes que o indivíduo deseje.

Em um estudo com homens americanos sadios acima dos 40 anos, realizado pela Massachussets Male Aging Study (MMAS), encontraram prevalência de 52% dos sujeitos com queixas referentes à sua função erétil. Resultado similar foi encontrado na América Latina, em que 53,4% dos avaliados na Colômbia, Equador e Venezuela apresentaram DE. No Brasil estima-se que 45% da população maior de 18 anos apresenta algum grau de DE.

As principais causas da Disfunção Erétil são relacionadas a disfunções neurológicas, endócrinas, psicogênica, farmacogênicas ou vasculares, sendo esta última a forma mais comum de problemas de ereção, diretamente associada ao estilo de vida (obesidade e sedentarismo).

 

Importância do Exercício Físico no Combate a Disfunção Erétil

Embora diversos fatores de risco cardiovascular desempenhem papel fundamental na fisiopatologia da Disfunção Erétil, o sedentarismo e o sobrepeso constituem os mais importantes fatores a serem modificados no tratamento dos problemas de ereção.

O aumento de peso, independente de outros fatores de risco (hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares etc.), indica uma piora da qualidade da função sexual, como diminuição do desejo, ereção e aparecimento de ejaculação precoce.

As pesquisas apontam que a perda de peso, acompanhado da prática sistemática de atividade física, melhora a capacidade sexual do homem. Sendo assim, além dos benefícios de proteção conferidos ao exercício regular, tem sido sugerido o treinamento físico no tratamento das dificuldades sexuais.

Com o objetivo de investigar a relação entre exercício físico, perda de peso e comportamento sexual, nossa equipe realizou uma revisão em literatura científica e apresentamos abaixo alguns dos resultados.

Um estudo realizado com 678 estudantes universitários revelou que o peso corporal apresenta relação inversa com a satisfação sexual, mostrando que quanto maior o índice de massa corporal (IMC), menor a satisfação nas atividades sexuais1.

O efeito do exercício físico foi testado através de estudo controlado, com 78 homens sedentários saudáveis, com média de 48 anos, submetidos a nove meses de treinamento com exercícios supervisionados, três vezes por semana com sessões de 60 minutos de duração. Os sujeitos foram orientados a se exercitar entre 75-80% da Frequência cardíaca (FC) máxima predita pelo teste ergométrico. O grupo-controle (17 homens, 44 anos) participou de caminhadas leves e foi orientado a não exceder em 25min da FC de repouso. Os resultados do estudo trouxeram sistemáticas evidências que o aumento nos níveis de exercício físico melhora o desempenho sexual, o desejo, a excitação, a frequência e a satisfação na atividade sexual, e diminui a insatisfação e os episódios de disfunção erétil no grupo submetido ao treinamento2.

O exercício físico vigoroso, como correr pelo menos 3 horas por semana, foi associado a 30% de redução no risco de Disfunção Erétil se comparado ao grupo de sedentários ou com pouca atividade física3.

Um estudo randomizado com 110 homens obesos, com IMC  > 30 kg/m2 com idade entre 35 – 55 anos, foram submetidos a treinamento físico e estimulados a reduzir pelo menos 10% do peso corporal com dieta de 1700 calorias. O mesmo estudo foi realizado com um grupo controle. O grupo que teve a intervenção de um educador físico, conseguiu aumentar o tempo de exercício semanal de 48min para 195 min/semana, com 31% desses homens readquirindo sua função sexual4.

 

Conclusão

 

A disfunção erétil (DE) partilha os mesmos fatores de risco modificáveis que as doenças cardiovasculares, e a mudança de estilo de vida deve ser estimulada pela equipe de saúde.

A prática frequente de atividade física traz diversos benefícios para a saúde, a começar pela perda de peso, aumento da circulação sanguínea e desobstrução de veias e artérias. Esse movimento favorece a chegada de sangue aos corpos cavernosos do pênis, facilitando assim o processo de ereção.

O que os estudos mostram é que o exercício físico é uma estratégia terapêutica eficiente tanto para reverter como atenuar a disfunção erétil.

 

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Referências

 

  1. Lindeman HC, King KA, Wilson BR. Effect of exercise on physical sexual satisfaction of university students. Californian J Health Promotion. 2007;5(4):40-51.

 

  1. White JR, Case DA, McWhirter D, Mattison AM. Enhanced sexual behavior in exercising men. Arch Sex Behav. 1990;19(3):193-209.

 

  1. Bacon CG, Mittleman MA, Kawachi I, Giovannucci E, Glasser DB, Rimm EB. Sexual function in men older than 50 years of age: results from the Health Professionals Follow-up Study. Ann Intern Med. 2003;139(3):161-8.

 

  1. Esposito K, Giugliano F, Di Palo C, Giugliano G, Marfella R, D’Andrea F, et al. Effect of lifestyle changes on erectile dysfunction in obese men. A randomized controlled trial. JAMA. 2004;291(24):2978-84.

4 thoughts on “Atividade física no tratamento da Disfunção Erétil

  1. noir says:

    já fiz uso do chá mas agora to com dificuldade para conseguir fazer a compra no site ta muito complicado eu não sei a senha da ultima compra

  2. talmiran soares meneses says:

    Muito com o kannjim, so não é bom é o preço, por ser natural poderia ter um preço mais acessível, e com certeza vcs iriam vender muito mais.

    • Cha do Amor says:

      Boa noite, Talmiran. Infelizmente se paga pela qualidade do produto, a produção do Chá do Amor Kannjin é quase artesanal, é um produto que tem escassez de matéria prima, por se tratar de uma planta de colheita sazonal, por esse motivo o custo é alto para nós também, e assim não temos como baixar o preço além dos descontos por quantidade que já fornecemos. Hoje você consegue pagar a partir de R$ 15,50 por dose, é um valor bem barato.

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