Impotência sexual, um fantasma que não assusta mais

A impotência sexual é um distúrbio que quase sempre tem cura. Entretanto, é necessário, antes de mais nada, entender e aceitar que você precisa de ajuda. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 8 a 10 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de dificuldade de ereção. Destes, 70% são relacionados a fatores psicológicos.

O sintoma mais comum da disfunção é a dificuldade ou impossibilidade de ter ou manter a ereção durante a relação sexual. Episódios esporádicos de impotência podem ocorrer, entretanto, são casos isolados e não caracterizam efetivamente a doença. Mas se em 25% ou mais dos momentos íntimos a impotência ocorrer, é possível que você esteja sofrendo de disfunção erétil.

Entretanto, somente um profissional especializado diagnosticará com certeza.  Existem alguns exames que podem ser realizados para verificar o problema, um deles é a Eletroneuromiografia (ENMG) que é um procedimento que avalia a função do sistema nervoso periférico e muscular através do registro das respostas elétricas geradas por estes sistemas, às quais são detectadas graficamente por um equipamento denominado eletroneuromiógrafo.

Young couple in the couch having conflict problem

Conforme o Instituto de Neurologia Funcional, o equipamento possui dois anéis conectados a eletrodos, colocados em volta do pênis, que analisam a qualidade das ereções noturnas e traçam um gráfico completo. Se as ereções espontâneas forem satisfatórias, isto significa que o sangue chega ao pênis e é corretamente represado. O distúrbio, portanto, tem fundo psicológico.

Se comprovado que o distúrbio é de fato associado à psicologia, o paciente é encaminho para tratamento psicológico. A terapia pode ser individual ou com o casal e pode levar de três meses a um ano. A impotência sexual psicológica costuma atingir homens na faixa de 35 a 40 anos, mas também pode afetar homens mais jovens.

Vale lembrar que a disfunção pode estar relacionada a causas físicas. Quem sofre de doenças vasculares, como a hipertensão, também pode ser vítima do problema, pois nesse caso, dificulta a chegada de sangue até o pênis. O mesmo se aplica as doenças hormonais (diabetes, queda de testosterona, por exemplo).

O seu estilo de vida também tem papel fundamental, pois o consumo excessivo de álcool ou fumo também contribui para a impotência sexual. Além disso, se você toma medicamentos de uso contínuo, atenção, eles também podem interferir.

Sentar e conversar com a parceira (o), é sempre a melhor opção. Ciente de suas dificuldades será mais fácil procurar ajuda. Os tratamentos são eficazes e, com força de vontade, sua qualidade de vida sexual melhorará significativamente.

 

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